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Três PMs são transferidos até conclusão de sindicância sobre ação que terminou na morte de sargento em Matão

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Sargento da PM Paulo Sérgio de Arruda foi morto em Matão (Foto: Reprodução/ EPTV)

Dois cabos e um sargento da Polícia Militar de Araraquara foram transferidos para outras cidades e colocados de férias, até a conclusão de sindicância que apura a conduta dos três durante a ação que terminou na morte do sargento Paulo Sérgio de Arruda, no dia 19 de fevereiro, em Matão, segundo informou reportagem do ACidadeON/Araraquara desta quarta-feira (7).

Arruda e os três policiais foram até a casa de um padre apurar uma denúncia de extorsão por conta de um vídeo de sexo. Três homens apareceram no local e um deles teria atirado no sargento. Dois continuam foragidos e um se entregou no dia 28 de fevereiro. Todos negam envolvimento no homicídio.

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Edson Ricardo da Silva, Luiz Antônio Carlos Venção e Diego Afonso Siqueira Santos, que já se entregou, são suspeitos de envolvimento na morte de PM em Matão (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)

Sindicância da PM
A sindicância, também chamada de inquérito militar, é feita do 13º Batalhão da Polícia Militar do Interior e apura a ação dos policiais de Araraquara. Eles 'quebraram' o protocolo ao apurar uma denúncia em outra cidade e em dia de folga, o que configura irregularidade administrativa.

Segundo o A CidadeON/Araraquara, um dos policiais, que trabalhava na manutenção das armas da corporação, será transferido para Ribeirão Preto. Outro, que atuava no canil, será encaminhado para São Carlos. Um sargento, que também era do canil, será remanejado para São Paulo.

O comandante da PM, tenente-coronel Adalberto José Ferreira, disse que o inquérito ainda não foi concluído.

O delegado Marlos Marcuzzo, de Matão, aguarda a prisão dos outros dois suspeitos para que, após os depoimentos, as investigações fiquem mais claras.

A diocese de São Carlos verifica a postura do padre, suspenso depois da confirmação da existência do vídeo em que aparece fazendo sexo com um dos suspeitos.

Versões do caso
Na versão dos policiais e do padre, divulgada pela Polícia Civil, o religioso estava com medo da extorsão que sofria havia cerca de um mês e pediu ajuda a um amigo de Araraquara, um garageiro, que indicou os policiais para flagrar o crime.

Mesmo de folga, o sargento e outros três policiais foram com o padre até a casa do religioso, no bairro Residencial Olivio Benassi.

Os três suspeitos chegaram à casa e, quando entraram, foram surpreendidos pelo sargento Arruda, que levou dois tiros no peito. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros três policiais disseram que estavam em outro quarto da casa.

Edson Ricardo da Silva, de 32 anos, Luiz Antônio Carlos Venção, de 28, e Diego Afonso Siqueira Santos, de 22, negam o assassinato do PM.

Por meio de seu advogado, Silva disse que tinha um relacionamento homossexual com o padre há cerca de 3 anos e começou a extorqui-lo depois que a esposa descobriu o caso e pediu o divórcio.

Um vídeo dos dois fazendo sexo foi feito por Venção e Santos. Silva pediu R$ 80 mil para não divulgar as imagens e marcou um dia para receber o dinheiro na casa do religioso e entregar o CD com o arquivo. A ideia era dividir a quantia com os dois comparsas.

Silva disse que ao chegar na casa encontrou um homem encapuzado e foi obrigado a entregar o CD. Quando os três saiam do local ouviram tiros, mas não souberam o que aconteceu. (EPTV)

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