Um trabalhador de 38 anos ficou soterrado em uma obra da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), perto do Estádio Santa Cruz, na manhã desta quarta-feira (19).
O incidente ocorreu na Rua Ovídio José de Faria. A vítima foi resgatada por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhada com fraturas ao Hospital das Clínicas (HC). Não há informações sobre o estado de saúde.
Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, no local, o trabalhador prestava serviço para a Secretaria de Água e Esgoto (Saerp), no reparo de uma galeria pluvial, quando parte da estrutura da rua cedeu, e a terra caiu em cima dele.
O resgate foi acionado e, após cerca de 30 minutos, conseguiu retirar a vítima do buraco, que tem aproximadamente três metros de profundidade.
"Foi um deslizamento de terra lateral em uma obra para conter um vazamento. Esse indivíduo estava na lateral da via. Quando houve o deslizamento, ele acabou caindo lá dentro. Era uma altura de aproximadamente três metros. Com a queda, ele teve uma fratura no tornozelo esquerdo. Quando chegamos, isolamos totalmente a área para evitar novas vítimas e para garantir a segurança dos outros funcionários", diz o tenente do Corpo de Bombeiros Frederico Felizardo.
Felizardo também destacou a complexidade do trabalho de socorro, diante do risco de outros deslizamentos de terra.
"É extremamente complexo, porque é uma área de risco. A qualquer momento, pode haver novo deslizamento, e as pessoas que estão ali dentro fazendo o resgate da vítima também estão em risco. Então, existe uma série de fatores que a gente precisa analisar para fazer esse resgate em segurança", afirma.
O que diz a prefeitura?
Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que a vítima é um preso em regime semiaberto que presta serviços ao município.
A pasta garantiu que o homem foi socorrido imediatamente e que está recebendo atendimento médico. Além disso, disse que ele não usava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no momento do incidente e que irá averiguar o motivo.
"A Secretaria informa que fornece todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para execução dos serviços, a fim de garantir a segurança, e que irá averiguar os motivos pelos quais o reeducando não estava utilizando-os", citou.
EPTV